
Jornal do Brasil
Eduardo Miranda
Parlamentares próximos do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já dão como certo um pedido do Ministério Público Federal para que o inquérito contra o deputado, sua mulher, a jornalista Cláudia Cruz, e a filha Danielle seja desmembrado. Com a operação, o processo da mulher e da filha de Eduardo Cunha seria remetido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para primeira instância e poderia cair nas mãos do juiz Sérgio Moro. Como as duas não têm foro privilegiado, haveria grandes chances de prisão preventiva dos familiares do parlamentar.
A possibilidade de que seja essa a estratégia do MPF deixou Eduardo Cunha apreensivo, segundo relatos de deputados aliados. Sob a condição de se manter em anonimato, um parlamentar comentou, ainda, que a mulher do peemedebista está deprimida com a eminente ação da Justiça. Assessores do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, buscam indícios de que Eduardo Cunha fez e vem fazendo uso do cargo na Presidência da Câmara para atrapalhar as investigações e os desdobramentos da Lava Jato.
Na quinta-feira (22), o relator da Lava Jato no Supremo, ministro Teori Zavascki, atendeu ao pedido da PGR para ordenar o bloqueio e sequestro de R$ 9.600.000,00 atribuídos a Cunha e que estão em contas na Suíça. Antes mesmo que fossem descobertas as contas secretas e a informação fosse comunicada pelo Ministério Público suíço às autoridades brasileiras, a PGR já havia denunciado Eduardo Cunha no STF por lavagem de dinheiro e corrupção passiva no âmbito das investigações de fraudes na Petrobras.
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