Port é acusado de usar drogas para matar jovens que conheceu em sites gays; crimes ocorreram ao longo de 14 meses.

Stephen Port
Um professor de educação especial, de Barking, no leste de Londres, foi a julgamento nesta segunda-feira (19/10) acusado de drogar e assassinar jovens que conheceu em sites voltados para público homossexual.
O suposto serial killer, Stephen Port, de 40 anos, é acusado de usar a droga GHB, conhecida como ecstasy líquido, para drogar suas quatro vítimas em ataques que ocorreram dentro de um período de 14 meses.
Port, que alega ser formado em Oxford e ter servido à Marinha, trabalhou como acompanhante e diz ter conhecido os homens pela internet e depois os chamou ao seu flat.
As vítimas, todos jovens de cerca de 20 anos, foram encontradas mortas a cerca de 1 quilômetro da casa de Port. A princípio, a polícia acreditava serem casos de overdoses acidentais, até que foi aberta uma investigação de assassinato na última semana.
Três dos corpos foram encontrados perto da igreja de St. Margaret, em Barking. Outra vítima foi encontrada na rua da casa de Port. Acredita-se que a primeira vítima foi Anthony Patrick Walgate, de 23 anos, que foi encontrado morto em 19 de junho de 2014.
Gabriel Kovari, de 22 anos, foi achado morto nas redondezas da igreja de St. Margaret em agosto de 2014. Cerca de um mês depois, Daniel Whitworth, de 21 anos, foi encontrado no mesmo local. O corpo de Jack Taylor, de 25 anos, foi encontrado em setembro deste ano.
O homem foi preso na última quinta-feira (15/10) depois que a polícia realizou buscas no seu apartamento. Durante o julgamento, Port falou apenas para confirmar seu nome, idade e endereço. O réu não entrou com apelo.
Em seu perfil no Facebook, Port se descreve como um professor de educação especial na Westminster Kingsway College, em King’s Cross.
No perfil também consta que ele foi a Oxford de 2000 a 2003. Acredita-se que ele tenha trabalhado como chef e pode ter ensinado alunos deficientes a cozinhar.
Os pais de Port, que vivem a cerca de 4 quilômetros do filho, alegaram sua inocência e disseram que ele foi levado a cometer tais atos. O casal afirma só ter tomado conhecimento da prisão do filho no noticiário da manhã desta segunda-feira (19/10).
Eles dizem ter descoberto que o filho era homossexual há poucos anos, e o pai diz não aprovar do estilo de vida levado por Port.
De acordo com vizinhos, que vivem no mesmo condomínio em que Port, o homem fumava maconha no jardim e em algumas noites, podia-se ouvir gritaria vindo de sua casa.
O homem também não trocava palavras com ninguém, contou uma vizinha que mora no mesmo andar que ele.
Disponível em: http://www.tribunadabahia.com.br/2015/10/19/ingles-rastreia-quatro-jovens-gays-na-internet-seduz-depois-mata
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