Darico Júnior
Corre meu olhar adentro,
de quase tudo, de nada.
Dos universos, dos mundos,
dos amores nas calçadas.
Corre minha mão adentro,
de quase tudo, de nada.
da pele doce, dos murmúrios,
das noites enluaradas.
Corre então, meu desejo adentro,
de quase tudo, de nada.
Do que sou fogo, esquento e apuro,
da vida, no correr da água.
Darico Júnior
Postado com autorização do autor.


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